O que tem acontecido com os filmes de vampiros?, por Ari Chastinet
Ari Chastinet
Após a fracassada forma que os vampiros são tratados na saga Crepúsculo, eis que chega aos cinemas Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, mas uma sucessão de erros quando o assunto são os seres que ultimamente estão tão na moda. Com esse excesso de filmes sobre vampiros estreando, nos deparamos com ideias equivocadas e uma total quebra na lenda dos sanguessugas.
A história se passa quando a mãe de um dos mais populares ex-presidentes dos Estados Unidos é assassinada por esses seres das trevas quando ele era ainda criança. Após esse trágico dia ele jura vingança e acabar com todos os vampiros que existem na face da terra, a começar pelos assassinos de sua mãe.
O filme mistura um pouco de fantasia, terror e uma razoável ação. Dirigido por Timur Bekmambetov, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros registra uma bilheteria um pouco fraca para filmes do gênero. Menos de 1 milhão de ingressos foram vendidos no Brasil. Será que os brasileiros estão mais exigentes quanto a essa lenda?
Com um orçamento de US$ 70 milhões, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros é baseado no livro de mesmo nome escrito por Seth Grahame-Smith e chega aos cinemas com muita superficialidade. Aliás, esse é um tema que tem sofrido bastante alteração a partir dos originais. Uma lenda que cada serve de inspiração, para filmes, seriados e peças teatrais.
Tive a oportunidade de vê-lo em 3D e confesso a minha decepção. Mesmo não esperando grande coisa dessa estreia, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros usa com pouca criatividade esse efeito que para alguns filmes é uma verdadeira ajuda nas bilheterias.
Bom, o filme tem sim um roteiro fraco, e se revelou uma fraca adaptação. Não sei se o livro e tão pobre tratando do tema, mas Timur Bekmambetov não tinha mesmo como fazer um filme que fosse referência com um roteiro que deixou tanto a desejar.
O autor é jornalista