Resident Evil perde seu principal atrativo

Ari Chastinet

É cada vez mais frequente os video-games servirem de roteiro para as novas produções hollywoodianas. O lançamento do ano é mais um capítulo da franquia Resident Evil que chega a sua quinta edição. Retribuição. A impressão que eu tenho é que bastou o primeiro para a equipe se desgastar. A bilheteria vai muito bem, mas na minha opinião, roteiristicamente falando, a qualidade tem decaído bastante.

Na trama, Alice (Milla Jovovich) acorda em mais uma instalação da Umbrella Coporation e a sua busca para entender melhor o seu passado continua. Com a ajuda de novos e velhos amigos, Alice vai continuar a sua busca pelos responsáveis do grande apocalipse que deixou os seres humanos como zumbies.

Aliás, a franquia Resident Evil que sempre foi conhecida pelos seus zumbies, tem pecado bastante na sua criação. Em Resident Evil: Retribuição, as poucas vítimas do T-vírus que vemos correm mais que maratonistas e agora possuem alguns poderes especiais. Há alguns anos atrás, a franquia era referência na criação de zumbies, em A Retribuicao eles quase não foram vistos.

Dirigido mais uma vez por Paul W.S. Anderson, Resident Evil: Retribuição chega aos cinemas com 95 minutos e orçado em US$ 90 Milhões. O filme teve uma estreia abaixo do esperado registrando a pior estreia da franquia, mesmo com o recurso do 3D que nessa edição foi melhor explorado.

Ainda assim, Resident Evil 5 continua confuso e bastante surpreendente para quem não acompanha o game. O vai e vem de personagens que já deram as caras em filmes anteriores mostra o quanto essa trama pode ser incompreendida.

Por fim, o filme mostra tudo o que os outros da mesma franquia já mostraram. Tiros, explosões, muita correria e gravações em varias partes do mundo. Gravado em Toronto no Canadá e em Tóquio no Japão, Resident Evil: Retribuição estreia dois anos após o seu antecessor e já se mostra bastante promissor na sua bilheteria.

O autor é jornalista e crítico de cinema.