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Estudantes da FMT têm aula de campo em aldeia indígena em Porto Seguro
Troca de experiências

Crédito: Divulgação

Conhecer e preservar a cultura dos índios entendendo que, a partir de relações inter étnicas conseguimos identificar os mais diversos aspectos que norteiam os processos de saúde e doença presentes em todas às culturas humanas.  Esse foi o foco  da visita técnica dos estudantes do primeiro semestre dos cursos de Biomedicina e Enfermagem da Faculdade Madre Thaís(FMT) Ilhéus, fizeram a  comunidade indígena Pataxó da Reserva da Jaqueira, em Coroa Vermelha.

O grupo, com 23 discentes, foi coordenado pelo professoro Robson Melo dos Santos. A Reserva da Jaqueira foi criada em 1998 após grande luta das irmãs Pataxó Nitinauãn, Jandaia e Naiara que buscavam afirmação cultural do povo indígena Pataxó de Coroa Vermelha, resgatando a sua cultura em um lugar considerado sagrado e habitado pelos espíritos de seus ancestrais. Desta forma o povo pataxó, ajudou a manter preservada uma área de aproximadamente 1000 hectares de mata atlântica.

A professora Ana Paula Adry, coordenadora do curso de Biomedicina esclarece que a aula de campo técnica está prevista no Plano de Ensino da disciplina Abordagem Sócio antropológica e tem por objetivo constituir uma interface entre a teoria e a prática dos futuros profissionais de saúde. Em 28 de outubro deste ano os alunos dos cursos de Biomedicina e Enfermagem realizaram uma visita técnica à aldeia indígena Pataxó da Reserva da Jaqueira no município de Porto Seguro.

Para o professor Robson “foi uma importante experiência etnográfica e tem uma eficácia muito reveladora, pois é a partir de relações Inter étnicas que conseguimos identificar os mais diversos aspectos que norteiam os processos de saúde e doença que estão presentes em todas as culturas humanas. Nesse sentido, o conhecimento e a vivência com a diversidade de grupos étnicos existentes em nosso país, contribui para uma melhor formação acadêmica e cultural dos discentes da nossa faculdade ”disse o professor Robson Melo, titular da disciplina.”

A estudante Eanes Pereira de Souza retornou entusiasmada com a experiência “mudou a minha concepção, o meu conhecimento sobre o índio. Foi enriquecedor para todos nós. Experimentamos o modo de vida, a forma como eles se relacionam e se respeitam, o relacionamento com a natureza e zelo que devotam ao meio ambiente.  Para eles o mais importante é o tempo para afetividade.

A discente relata que “hoje eles (os índios) se sentem discriminados, cabe lembrar que os invasores aqui chegaram e os encontraram, vilipendiaram o que eles tinham de mais sagrado, estupraram suas mulheres escravizaram e mataram seus homens e crianças e, hoje são chamados de preguiçosos e prostitutas. Esses homens e mulheres vivem a sua cultura e tem muito a nos ensinar e muito pouco se tem aprendido com eles. Tenho uma nova concepção, sinto-me renovada”.

Durante a visita, os alunos puderam participar do Awê, ritual onde os indígenas demonstram grande espiritualidade e sua harmonia com a natureza, além de conhecerem como os indígenas vivem no kijeme (oca). Participaram também de uma trilha na mata, onde índios pataxó se revezavam para demostrar a importância da preservação ambiental para sua subsistência, bem como, o uso do arco e flecha e como utilizavam armadilhas para caçar dentro da mata. Os estudantes ainda sob orientação de uma indígena realizaram pintura corporal e aprenderam sobre seus diversos significados.  


Troca de experiências

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